Justiça nega pedido de bloqueio imediato após golpe que atingiu vale-alimentação
A Prefeitura de Pirassununga (SP) foi vítima de um golpe que resultou na transferência indevida de R$ 2,181 milhões. O valor seria destinado ao pagamento do vale-alimentação dos cerca de 2.400 servidores municipais. O caso, ocorrido em 12 de fevereiro, veio a público no último domingo (30) e está sendo investigado pela Polícia Civil como estelionato.
Segundo informações do Sindicato dos Servidores Municipais, o crédito do benefício sofreu atraso de apenas seis horas e foi regularizado no mesmo dia. O presidente do sindicato, Éder Ricardo Pereira da Cruz, afirmou que os servidores receberam os valores ao meio-dia, embora o habitual seja às 6h da manhã.
A transferência indevida teria ocorrido após o recebimento de um e-mail com informações falsas, incluindo a suposta mudança nos dados bancários da empresa responsável pela gestão do benefício. Os golpistas teriam criado uma conta em nome da prestadora de serviços e emitido o boleto fraudulento.
O município registrou boletim de ocorrência, abriu procedimento administrativo e entrou com ação judicial solicitando o bloqueio do valor transferido. No entanto, o juiz Jorge Corte Júnior, da 3ª Vara de Pirassununga, negou o pedido de urgência. Ele destacou que a Prefeitura não identificou a destinatária da transferência nem apresentou os documentos citados, como os e-mails recebidos, o que compromete a credibilidade das alegações.
A Prefeitura peticionou um pedido de reconsideração e aguarda manifestação judicial. A Câmara Municipal também deve instaurar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar o caso.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que o inquérito segue em andamento.
O Diário da Cidade está aberto a publicar esclarecimentos das partes envolvidas. Contato: contato@odiariodacidade.com.br.
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